#4 – Manual para famílias

#4 – Manual para famílias

Sejam bem-vindos caros leitores!

Passaram pouco mais de cinco meses desde a primeira confirmação oficial de um caso positivo de COVID-19 no país.

O que, em meados de Janeiro, se dizia “não há grande probabilidade de um vírus destes chegar a Portugal” passou a um estado de emergência num ápice. As repercussões ainda estão em aberto, repletas de incógnitas, que se farão sentir em todos os aspetos e localidades do país e do mundo nos próximos anos.

E nas nossas famílias? Como vamos ultrapassar tudo isto?

Em meados de Abril, cerca de 3 semanas depois de decretado o estado de emergência, foi lançado um “Manual para famílias” cujo objetivo era apoiar as famílias que se encontravam em casa em isolamento.

Este plano visava 9 aspetos importantes para a orientação das famílias na fase do confinamento: lidar com a vida em família,  onde se lia que “famílias saudáveis respeitam as decisões e o espaço individual de cada um, conversam entre si e desfrutam de momentos de partilha”; lidar com emoções, “as crianças sentem-se confortadas se puderem comunicar os seus sentimentos” era a frase de destaque; lidar com o stress COVID-19, aspeto vocacionado para a transmissão de confiança e esperança às crianças; lidar com a separação, onde aconselhavam o “contacto regular” sugerindo também o assegurar de cuidados alternativos apropriados na ausência dos pais; lidar com as rotinas, onde se apela que se mantenham “rotinas familiares na vida diária, tanto quanto possível, ou crie novas rotinas”; lidar com a ansiedade nos jovens, sendo inevitável o apelo ao diálogo “com o/a jovem acerca do COVID-19 de forma clara e verdadeira”; lidar com regras e limites, onde enumeram 14 dicas para que fosse possível estabelecer limites claros e consistentes nesta fase; lidar com o isolamento, uma página com 10 dicas importantes para ultrapassar esta situação; lidar com a segurança online, uma vez que o confinamento levou ao aumento exponencial da utilização da internet (por todos os membros da família).

Parece confuso de tão simples que é! E por ser tão simples, tão normal, que rapidamente surgiu-me esta questão: NÃO É ASSIM QUE UMA FAMÍLIA DEVERIA FUNCIONAR SEMPRE?

Na minha opinião, este manual da família pode ser aplicado como guia prático pós COVID. Isto é, uma família deve ter a sua rotina organizada, equilibrada com momentos de trabalho e lazer, para que a autonomia, a responsabilidade e pontualidade sejam trabalhadas para o futuro dos nossos filhos. E aqui, onde os filhos respeitam os pais e vice-versa, a partilha deve ser de aprendizagem e diversão mútua. Também nas emoções a família é a atriz principal. A importância do diálogo, da sensação de conforto no lar e até o momento entre pai/filho ou mãe/filho são fundamentais tanto no crescimento dos nossos filhos como no dos pais (como pais).

Compreendo perfeitamente que as famílias, por razões variadas e óbvias, não têm o mesmo funcionamento, mas até na página deste manual onde nos “ajudam” a lidar com o stress COVID-19 esses conselhos podem ser aplicados a outra qualquer patologia. E novamente de apela à observação, ao diálogo e à verdade.

Confesso que este tema (a família), para mim, é extremamente importante. Li, há dias, numa revista da qual sou assinante, que “a família é um tesouro e, como tal, é preciso guardá-la e cuidá-la como algo precioso”. Fiquem com esta bela imagem nas vossas cabeças…

Mas, tão importante como ter bem definida a importância da nossa família é meditar sobre: o que é que a nossa família aprendeu com esta pandemia? O que mais nos uniu? E o que ainda podemos melhorar?

Link para o Manual para Famílias

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