#5 – Estão preparados?!

#5 – Estão preparados?!

Hoje, o dia da Implementação da República Portuguesa, é ainda mais importante: enfrentamos um pandemia sem certezas do seu fim e começa o ano do “vale tudo” político.

A democracia portuguesa, bem como todas as outras, tem sido “atacada” de variadas formas. Tanto pelo sensacionalismo que assistimos diariamente, seja realizado pelos partidos políticos ou pelos tentáculos das notícias / canais de televisão especializados no assunto, como pela aparente corrupção que envolve a Justiça, o Poder e as empresas do nosso querido Portugal.

Assim, este dia, deve ser utilizado pelos portugueses como um momento de reflexão sobre os valores e princípios que seguimos, que ensinamos e defendemos durante os últimos anos. Porém, o ano de 2021 será marcado pelo ato eleitoral (as autárquicas), e como é habitual, vamos sofrer com o ano das campanhas. Como? Bem, esta é a resposta mais fácil…

O ano das campanhas autárquicas é conhecido como o “ano das eleições”, onde os respetivos responsáveis “recordam” a existência dos cidadãos e do quão importante são no ato eleitoral. Obras pelas ruas fora, “ofertas” de empregos, a saudação na rua (onde o Sr. Presidente diz olá e boa tarde…), etc. Mas, em ano de pandemia e pós-covid será certamente um ano muito diferente. Sem festas e festinhas, comícios e jantaradas…

Mas, serão os partidos capazes de superar estes obstáculos e levar a informação aos eleitores?

Analisando o último ato do género, em 2017, foram 45% dos cidadãos com direito a voto que não o exerceram. Foi a segunda abstenção mais alta desde 1976 (a primeira foi em 2013 com 47,4% de abstenção). A acrescentar a este desinteresse político vamos enfrentar o mesmo problema que os americanos, nas suas últimas eleições: as “fake news” / as “notícias falsas”.

É imperativo que os partidos e os média sejam capazes de transmitir as informações corretas, sem rodeios, de forma a evitar a desinformação entre os portugueses. É também fundamental que, ao percorrermos o feed do Facebook, do Instagram ou Twitter, sejamos capazes de aprofundar a pesquisas nas dúvidas que possam surgir. Porquê? Pessoalmente, não posso permitir que o meu voto e a minha opinião seja influenciada seja por quem for. Devo analisar todas as propostas eleitorais, a minha necessidade e tudo o que possa melhorar o meu futuro e o dos meus.

Estamos preparados? Uma pessoa informada está mais protegida! Cuidem-se.

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